A morte de Miguelina Pedroso dos Santos, de 58 anos, reacendeu um debate que vai além da violência que tirou sua vida. O caso expõe os desafios enfrentados por Foz do Iguaçu no atendimento à população em situação de rua e levanta questionamentos sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil.
Segundo dados do Cadastro Único (CadÚnico), a população em situação de rua no Brasil passou de 198,7 mil para 392,4 mil pessoas entre o início de 2023 e junho de 2026, um crescimento de 97,4%.
A Prefeitura informou que Miguelina recebeu inúmeros atendimentos da rede socioassistencial, com oferta de acolhimento, acompanhamento técnico e encaminhamentos para unidades especializadas. Conforme o Município, também houve recusas aos serviços e desligamentos voluntários.
Uma fonte ouvida pelo Paraná em Foco, que afirma conhecer a trajetória de Miguelina, relatou que ela enfrentava um longo histórico de vulnerabilidade social e que, após um quadro de depressão pós-parto, passou a viver em situação de rua. A fonte também afirma que uma de suas crianças foi adotada. As informações são baseadas no relato da fonte e seguem em apuração pela reportagem.
Apesar dos atendimentos realizados, o caso levanta uma pergunta inevitável: o que faltou para impedir esse desfecho?
Outra questão que precisa de resposta é o andamento do inquérito policial. Até o momento, a população não recebeu informações detalhadas sobre o estágio da investigação, se os laudos foram concluídos ou quando o caso poderá ser esclarecido.
O Paraná em Foco cobra um posicionamento oficial da Polícia Civil sobre a investigação. Toda morte merece uma apuração rápida, transparente e rigorosa, independentemente da condição social da vítima.
A história de Miguelina não pode terminar apenas em estatísticas. Seu caso precisa servir para fortalecer as políticas públicas de assistência e garantir que a investigação tenha a atenção que a sociedade espera. Afinal, toda vida importa e toda vítima merece justiça.

Faça um comentário